sábado, setembro 22, 2007

 

Paquistão

O mais escutado líder religioso do mundo falou ontem ao planeta para anunciar uma «guerra santa» contra o presidente paquistanês, o autocrata militar Pervez Musharraf. Bin Laden mencionou o ataque à Mesquita Vermelha, no passado mês de Julho (onde os islamistas conseguiram uma centena de mártires), como justificação para declarar Musharraf um «infiel» e um «apóstata» (é a opinião de Ossama). Simultaneamente, foi também disponibilizado nos saites islamistas do costume um vídeo de Al-Zawahiri pedindo que se «limpasse» o «norte de África» dos «filhos da França e da Espanha» (não se sabe muito bem o que isto significa: Ceuta e Melilha, atentados no sul da Europa, ou as sementes de laicismo na Argélia e na Tunísia?); o nº2 da Al-Qaeda exorta também ao combate contra a força das Nações Unidas prevista para o Darfur (Sudão).


Os dois Estados fundamentais no islamismo sunita são a Arábia Saudita e o Paquistão. O primeiro, uma monarquia absoluta wahabita, começou a financiar através da sua classe dirigente grande parte das redes terroristas islamistas há um quarto de século atrás, quando a URSS invadiu o Afeganistão. O segundo forneceu o refúgio territorial e as casas de apoio que permitiram organizar os mujahedin que passavam, através de uma fronteira que só existe nos mapas, para o Afeganistão onde os homens que fundaram a Al-Qaeda se conheceram, combateram lado a lado, e finalmente acompanharam na sua subida ao poder os talibã (um movimento pastune e, ele próprio, transfronteiriço). O diligente apoio dos serviços secretos paquistaneses (ISI), interessados quer no domínio do país vizinho quer em treinar grupos que pudessem infiltrar na Caxemira indiana, nunca faltou nos tempos anteriores ao 11 de Setembro. Também nunca faltaram as fornadas intermináveis de jovens fanatizados produzidas pelas madraças paquistanesas, ou voluntários do Médio Oriente para combater primeiro a URSS e agora os EUA (ou Musharraf). Destruídos os campos de treino do Afeganistão no Outono de 2001, derrubado o regime talibã, o ninho do islamo-terrorismo está quase no mesmo sítio: nas montanhas do Waziristão e noutras zonas tribais da fronteira do Paquistão com o Afeganistão, onde as tribos nunca foram submetidas pelos britânicos e onde o exército paquistanês entrou pela primeira vez em Abril de 2002.


Musharraf e a sua clique, como aqueles que os antecederam no poder em Islamabade, jogaram sempre com o apoio de grupos islamistas, com o seu poder de fogo e capacidade de mobilização. Mas desde que Mohamed Atta acertou com o seu avião na torre norte do World Trade Center, a instabilidade no Paquistão agravou-se, e Musharraf reviu as suas alianças internas para salvar a ligação externa (EUA). Ao conciliar-se com Bhenazir Butto, Musharraf tenta garantir que a sua eleição não dependa dos islamistas. A eleição presidencial (por colégio eleitoral) será no dia 6 de Outubro, as eleições gerais em Janeiro. Veremos se a Al-Qaeda ainda tem capacidade para as influenciar.


[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

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quarta-feira, agosto 29, 2007

 

Rotina sangrenta

Mais um atentado religioso no Iraque do qual resultaram vários mortos.

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sábado, agosto 18, 2007

 

Novo grupo terrorista nasce no norte da África

Adivinhem quais as suas convicções religiosas...

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quarta-feira, agosto 15, 2007

 

Motivação religiosa, novamente...

«Pelo menos duas centenas de pessoas morreram, na terça-feira, na sequência de quatro atentados no norte do Iraque e que tiveram por alvo uma minoria religiosa e que arrasaram por completo pelo menos 70 casas.

O atentado teve por alvo pessoas da seita pré-islâmica dos yézedis e foi um dos mais sangrentos ataques realizados no Iraque desde a queda de Saddam Hussein há quatro anos, revelaram responsáveis locais»
, de acordo com a TSF.

Muita da violência que acontece no Iraque tem motivações religiosas. E mesmo no que respeita à invasão que em grande medida a originou, o factor religioso foi muito relevante.

Muitos iraquianos, tal como tantos outros seres humanos ao longo dos tempos, pagam em sangue as crenças religiosas, supersticiosas e falsas.

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quarta-feira, julho 25, 2007

 

Erros científicos no Corão

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segunda-feira, julho 09, 2007

 

Bin Laden, o Bom Samaritano

No início dos anos 80, nos hospitais de Peshawar, na fronteira do Paquistão com o Afeganistão, havia um homem que ia de cama em cama, a dar uma palavra amiga aos feridos, distribuindo chocolates e frutos secos, e tomando nota do nome e endereço de cada mujahedin. Em casa, a família destes bravos lutadores contra o comunismo ateu recebia um chorudo cheque, com os cumprimentos do senhor Ossama Bin Laden.

A prática da caridade, para a qual nunca faltou dinheiro a um dos filhos de uma das mais ricas famílias sauditas, não é contraditória com a jihad. Amor para os nossos, e hostilidade para os de fora, são os dois preceitos que asseguram a estabilidade de muitos grupos sociais. Com uma ou outra variação, e com maior ou menor clareza, esta mecânica existe em todas as comunidades religiosas. E funciona.

Bin Laden ficou conhecido como «o Bom Samaritano». Anos depois, os pobres do Afeganistão e da fronteira paquistanesa ainda se recordam dele. Sacrificou uma vida serena, com dinheiro e conforto, pela sua fé. Um exemplo.

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

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sexta-feira, junho 15, 2007

 

Mais um Estado islâmico?

Nas últimas horas, o Hamas tomou o controlo da Faixa de Gaza, derrotando militarmente o que restava, nesse território, da Fatah, um movimento que, apesar dos seus imensos defeitos, é laico.

O Hamas é a secção palestiniana da Irmandade Muçulmana, uma espécie de «Internacional Islamista» com braços em quase todos os países do Magrebe e do Médio Oriente e da qual têm saído movimentos exclusivamente terroristas como a Al-Qaida. Pretende instaurar um Estado islâmico na Faixa de Gaza, com a «Lei Islâmica» e as maravilhas habituais.

Na Europa, olha-se para a guerra civil palestiniana como um efeito colateral do conflito israelo-palestiniano. E no entanto, os acontecimentos na Faixa de Gaza traduzem o conflito fundamental do mundo muçulmano actual, entre laicos e islamistas. Seria melhor abandonar as dicotomias e alinhamentos herdados da guerra fria e olhar para o que está a acontecer dessa forma. Eu estou com as forças democráticas e laicas da Palestina (se as houver).

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]

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segunda-feira, abril 16, 2007

 

Miscelânea de notícias (16/4/2007)

  1. O líder da maioria (democrática) do Congresso dos EUA, Steny Hoyer, encontrou-se no Cairo com um dirigente da Irmandade Muçulmana. A Irmandade Muçulmana está proibida no Egipto desde 1954. Um dos seus dirigentes, Sayid Qutb, foi o principal teórico do islamo-fascismo sunita. A jihad islâmica egípcia e outros grupos armados islamistas, como a Al-Qaeda, tiveram a sua origem em dissidências na Irmandade Muçulmana, que constitui hoje algo de semelhante a uma internacional islamista sunita. Não é claro se no encontro do Cairo se discutiu um possível plano de tréguas.
  2. Numa convenção, os sindicatos de professores do Reino Unido votaram uma moção pedindo que o governo deixe de financiar as escolas religiosas, muitas das quais sobrevivem à custa de subsídios do Estado, embora discriminem os alunos por critérios religiosos. A moção avisa que as escolas religiosas (anglicanas, católicas, muçulmanas, judaicas...) têm agravado a segregação social (um caso típico é a Irlanda do Norte). Algumas destas escolas parecem ser também uma das causas das gravidezes na adolescência, devido à sua insistência em programas de educação sexual irrealistas e contrários à própria natureza humana, em que se defende a total abstinência sexual.
  3. O ateísmo tem cada vez maior notoriedade e influência na Europa ocidental (talvez a região mais secularizada do mundo desenvolvido). Michel Onfray, o filósofo francês ateu e hedonista, acaba de publicar um novo livro, «La puissance d´exister». Em declarações à imprensa, diz que a fundação de toda a moral é «gozar e fazer os outros gozar sem fazer mal a si próprio ou aos outros». Não está mal como princípio.

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quinta-feira, abril 12, 2007

 

Foram os do costume

O duplo atentado em Argel, que terá causado 23 mortos e 162 feridos, foi reivindicado pela Al-Qaeda do Magrebe. Um bombista suicida terá conduzido o seu carro contra o posto de guarda do palácio do governo, enquanto, quase em simultâneo, dois carros igualmente armadilhados foram conduzidos por suicidas contra uma esquadra da polícia nos arredores de Argel. As vítimas serão, como é evidente, muçulmanos.

Numa declaração difundida no dia 11 de Setembro de 2006, o nº2 da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, anunciara que o Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (um grupo terrorista argelino dissidente do GIA) passara a integrar a Al-Qaeda. Em Janeiro de 2007, mudaram de nome para «Organização da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico». 11/9 na América, 11/3 na Europa, 11/4 em África...

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quarta-feira, abril 11, 2007

 

Notícias diversas (11/4/2007)

  1. Extremistas paquistaneses sedeados numa mesquita de Islamabade limparam a capital de DVD´s e vídeos «imorais», depois de raptarem a dona de um bordel e intimarem barbeiros a não cortar a barba aos homens, e mulheres a não conduzirem carros. Estabeleceram também um tribunal para aplicar a chária. O governo iniciou negociações com os islamistas, e bloqueou a sua página na internete depois de estes emitirem uma «fatwa» contra uma ministra que abraçou um homem em público. Se o Paquistão deslizar para o islamismo, um novo mundo nos espera.
  2. A Comissão Europeia pedirá à Espanha que explique uma isenção fiscal de que goza a ICAR (em causa, um imposto municipal do qual as escolas, hospitais e emissoras de rádio da ICAR estão isentas). O mesmo se poderia pedir a Portugal.

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terça-feira, fevereiro 27, 2007

 

Abu Qatada expulso do Reino Unido

O clérigo islâmico de extrema direita Abu Qatada perdeu um apelo junto da Comissão de Apelos Especiais para Assuntos de Imigração, e poderá agora ser expulso do Reino Unido.

O clérigo de origem jordano-palestiniana reside em Londres desde 1993, tendo beneficiado de asilo em 1994. Já foi condenado na Jordânia por planear actos terroristas, e foi detido provisoriamente no Verão de 2005, após os atentados de Londres. Era uma das figuras mais influentes nas mesquitas fundamentalistas de Londres, e gravações dos seus sermões foram encontradas num apartamento de Hamburgo onde viveram os terroristas do 11 de Setembro. É possível que venha a ser torturado na Jordânia.

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