sexta-feira, janeiro 23, 2004

 

Belo poema de um ateu

A (DES)VELADA (poema)

Ai, quem me dera fornicar com uma muçulmana velada...
em trâmite para desvelada...
em trânsito de que promana...
para a ideia ateia...

Persuadi-la... primeiro... da inânia do islâmico vespeiro...
Convencê-la... segundo... da inópia das religiões do mundo...
E vê-la... e vê-la... terceiro... saindo da ominosa ameia...
fruindo o luminoso carreiro...
da ideia ateia...

Ah, quem me dera postarmo-nos nus... nós... nos nossos amplexos
íntimos... sentir-te!
Entregarmo-nos à languidez meiga dos corpos... envolver-te!
Prazer-me com o fulgor amável da tua boca...
o titilar suave da tua língua... beijar-te!
Sentir a placidez da tua mão...
da tua mão morna e boa...
da tua mão-descobridora...
da tua mão-carícia...
da tua mão-propagadora...
da tua mão-blandícia...
senti-la!

Afagar o teu peito com perfeito jeito de preito... senti-lo!
Percorrer a tua cálida e lábil vulva... senti-la!
Sentir-te...sentir-te... minha querida muçulmana, em vias de o deixares
de ser...
Vasculhar-te... acariciar-te... abraçar-te... beijar--te...
entrelaçarmo-nos!

Sentir o teu corpo dulciolente... a tua mão dulcífera... afagando-me
dulcifluamente... em ambiente dulcilucente!...

Afeiçoarmo-nos numa duidade apaixonante...
apreendermo-nos na pulsão do imo... testa a testa... cara a cara... boca a
boca... corpo a corpo... sentir-te, minha querida desvelada... sentirmo-nos!

Custóias, 25 de Dezembro de 2003

João Pedro Moura




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