quarta-feira, maio 19, 2004

 

Se Deus me der vida e saúde estou para continuar - ameaçou Alberto João Jardim no X Congresso do PSD/Madeira



Aqui fica o texto hoje publicado no Diário As Beiras, de Coimbra, sobre o evento:

Acompanhei o X Congresso do PSD/Madeira com atenção, enquanto o bailinho da Madeira se repetia e os papelinhos laranja inundaram a cabeça dos congressistas pela 35.ª vez.

Há menos tempo no cargo do que Fidel de Castro, Alberto João Jardim (AJJ) sucedeu a si próprio e ameaçou: « Se Deus me der vida e saúde estou para continuar». Assim, se a opção estiver disponível, o vitalício Alberto João vai eternizar-se.

Entusiasmado, Dias Loureiro, presidente do Congresso Nacional do PSD, manifestou a aspiração de que Portugal se transformasse numa imensa Madeira. Mas, o que poderia ter sido interpretado como um desejo perverso, não passou de amabilidade para com o anfitrião. Já quando afirmou que «é difícil encontrar no mundo outro lugar onde a mão de Deus e do homem tenham trabalhado em tanta sintonia», ficou a dúvida se foi para comprometer Deus ou para desculpar AJJ.

Quando o ministro José Luís Arnault apontou Jardim como «exemplo de ética e de dádiva à causa pública» apenas tinha em mente o padrão por que se rege o governo da República.

Uma preocupação ficou, porém, a pairar quando AJJ declarou: «Em 2008 vamos ter de decidir se nos interessa continuar na União Europeia ou não, (...)». Apesar do susto sobre o futuro da Europa, fica-nos a consolação de saber que a Madeira, pode transformar-se numa das regiões mais democráticas do continente africano e com o mais antigo e experiente governante.

Se a Europa ficar privada do exótico dirigente, a África ganhará um respeitado régulo.




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