sábado, agosto 28, 2004
O Diabo à solta
O cardeal Jorge Medina, ex-prefeito da Congregação para o Culto Sagrado e a Disciplina dos Sacramentos, alertou o mundo em geral e os chilenos em particular para a presença do Diabo e para as suas novas armas: os eufemismos.
«O Diabo está muito presente, serve-se da mentira e para enganar usa eufemismos. Denomina o aborto interrupção da gravidez e os filhos, cargas. Anima os casamentos entre homossexuais e as leis de divórcio, apresenta o mal como bem, endeusa o dinheiro», disse o cardeal. Descodificando, se é a favor da despenalização do aborto, do controlo de natalidade, do casamento entre homossexuais, do divórcio e da ambição é porque o Diabo apoderou-se do seu corpo e da sua mente.
Não se ficando por aqui, Jorge Medina relembrou que o anjo caído, cornudo e com uma forquilha é um ser concreto, mais especificamente, uma pessoa (no caso de se desatar a matar gatos como na Idade Média) que se «apartar a humanidade do caminho da salvação, que está na cruz de Cristo».
Desde há muito tempo que não lia notícias religiosas tão retrógradas que até me causaram urticária. Na quinta-feira, foi a mensagem do Papa aos jovens que dizia para não se afastarem do verdadeiro e único Deus - o católico, claro -, numa clara ofensa às outras religiões, e, agora, o senhor cardeal Medina com a demonização de uma série de conquistas sociais.
«O Diabo está muito presente, serve-se da mentira e para enganar usa eufemismos. Denomina o aborto interrupção da gravidez e os filhos, cargas. Anima os casamentos entre homossexuais e as leis de divórcio, apresenta o mal como bem, endeusa o dinheiro», disse o cardeal. Descodificando, se é a favor da despenalização do aborto, do controlo de natalidade, do casamento entre homossexuais, do divórcio e da ambição é porque o Diabo apoderou-se do seu corpo e da sua mente.
Não se ficando por aqui, Jorge Medina relembrou que o anjo caído, cornudo e com uma forquilha é um ser concreto, mais especificamente, uma pessoa (no caso de se desatar a matar gatos como na Idade Média) que se «apartar a humanidade do caminho da salvação, que está na cruz de Cristo».
Desde há muito tempo que não lia notícias religiosas tão retrógradas que até me causaram urticária. Na quinta-feira, foi a mensagem do Papa aos jovens que dizia para não se afastarem do verdadeiro e único Deus - o católico, claro -, numa clara ofensa às outras religiões, e, agora, o senhor cardeal Medina com a demonização de uma série de conquistas sociais.
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