quinta-feira, julho 15, 2004
Esclarecimento
Vou aproveitar este artigo para fazer um esclarecimento que já tenho repetido até à exaustão nos comentários, mas cuja repetição parece sempre insuficiente, já que continuamos a ser mal interpretados. Vou falar por mim, mas estou certo que o essencial daquilo que vou dizer se aplica aos outros autores.
Não tenho nada contra os crentes. Não lhes desejo nenhum mal. Três dos meus melhores amigos são umbandistas, alguns familiares e amigos da família, que muito estimo, são católicos (incluindo os meus Avós, a minha Madrinha e o meu Padrinho). Há figuras públicas que admiro que são religiosas (não conhecia bem a falecida Maria de Lurdes Pintasilgo, mas tinha a respeito dela uma ideia positiva).
A maior parte dos ateus limita-se a sê-lo, sem o afirmar aos sete ventos. Tem uma atitude paternalista do tipo: «eles que acreditem nesses disparates, se isso os faz felizes». Devo dizer que, durante algum tempo, também fui assim.
Não manter esta atitude (o «ateísmo militante»), longe de ser desrespeito ou inimizade para com os crentes, pode ser (também) uma atitude de preocupação para com eles (e para com as pessoas em geral). «As pessoas que acreditem no que quiserem, mas que tenham acesso a todos os dados, informações e perspectivas, para fazerem a melhor escolha». Se me bato para que os diferentes mitos urbanos desapareçam, para que as mentiras repetidas até à exaustão deixem de ser consideradas verdades, então terei de considerar que as religiões representam o melhor exemplo dessa triste ocorrência.
Não tenho nada contra os crentes. Não lhes desejo nenhum mal. Três dos meus melhores amigos são umbandistas, alguns familiares e amigos da família, que muito estimo, são católicos (incluindo os meus Avós, a minha Madrinha e o meu Padrinho). Há figuras públicas que admiro que são religiosas (não conhecia bem a falecida Maria de Lurdes Pintasilgo, mas tinha a respeito dela uma ideia positiva).
A maior parte dos ateus limita-se a sê-lo, sem o afirmar aos sete ventos. Tem uma atitude paternalista do tipo: «eles que acreditem nesses disparates, se isso os faz felizes». Devo dizer que, durante algum tempo, também fui assim.
Não manter esta atitude (o «ateísmo militante»), longe de ser desrespeito ou inimizade para com os crentes, pode ser (também) uma atitude de preocupação para com eles (e para com as pessoas em geral). «As pessoas que acreditem no que quiserem, mas que tenham acesso a todos os dados, informações e perspectivas, para fazerem a melhor escolha». Se me bato para que os diferentes mitos urbanos desapareçam, para que as mentiras repetidas até à exaustão deixem de ser consideradas verdades, então terei de considerar que as religiões representam o melhor exemplo dessa triste ocorrência.
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