domingo, outubro 28, 2007

 

Beatificai-os também

O Ratzinger e o Saraiva Martins andam a beatificar franquistas abatidos durante a guerra civil espanhola. Por mim, também podem beatificar estes:
E mais estes:
E não se esqueçam do bispo de Málaga:
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

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segunda-feira, setembro 24, 2007

 

As vítimas

Não consigo deixar de me espantar com a obsessão dos católicos em imaginarem-se vítimas de horrorosas perseguições. Em Timor, por exemplo, os católicos não hesitaram em dizer-se «perseguidos» quando a Educação Moral e Religiosa Católica deixou de ser obrigatória (ou seja, acham que não obrigar é sinónimo de perseguir). O caso da 1ª República portuguesa, em que o facto de a ICAR ter sido desestatizada foi considerado uma tentativa de «extinção», é outro caso clássico.

O exemplo mais recente vem da Espanha: o governo instituiu uma disciplina de formação cívica, e em Ibiza há uma exposição considerada blasfema pela ICAR. Tanto bastou para que o arcebispo de Toledo da ICAR, um tal de Antonio Cañizares que até parece que é cardeal, considerasse que existe um «projecto» para «eliminar a Igreja Católica» (!). Num país como a Espanha, em que a ICAR tem mais de vinte mil delegações, controla importantes meios de comunicação social, e o Estado recolhe impostos para a ICAR, qual é o risco de «eliminação» que a ICAR corre? Sem dúvida, o mesmo risco que o futebol, as telenovelas ou o consumo de açúcar: nenhum.

Sempre que ouço falar em «eliminar» uma religião, imagino leis que proíbam cerimónias religiosas na privacidade da casa das pessoas, templos a serem destruídos a camartelo e crentes a serem queimados na praça pública. Tudo isso já aconteceu, em Portugal e também em Espanha. Chamou-se Inquisição, e não creio que os perseguidos fossem católicos. Até desconfio que na sua maioria não seriam católicos.

Falar em «eliminar a Igreja Católica» a propósito de uma exposição artística ou de um curso de cidadania é absurdo e ridículo. A ICAR não é tão frágil que fique «eliminada» ou «erradicada» se o Estado leccionar cidadania aos alunos sem fazer referência à religião. Muito menos fica «eliminada» e «erradicada» por causa de uma colagem na parede de um museu onde se calhar até se paga para entrar. Nem sequer ficaria «eliminada» e «erradicada» se os crentes a abandonassem todos de uma vez, o que, todavia, não me parece que aconteça já amanhã.

Esta obsessão católica em imaginar que os católicos são «perseguidos» é um apelo ao cerrar de fileiras do grupo contra o inimigo externo, e atinge uma histeria só compreensível se pensarmos que toda a ICAR vive da manipulação de emoções, e que tem como seu mito fundamental um drama de perseguição religiosa. Mas de tanto se esganiçarem a gritar «lobo», não se espantem se um dia ninguém acudir. Até porque há igrejas que de cordeiro só têm a pele.
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

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O estranho mundo das religiões (24/9/2007)

  1. Na Bélgica, os bispos católicos protestaram contra um anúncio televisivo que mostra um Jesus Cristo com aparência hippie a beber whiskey e a engatar mulheres numa discoteca. Parece que preferem que «Ele» seja mostrado como o chato rezingão e sem sentido de humor descrito na Bíblia. (Ver o vídeo.*)
  2. Na Espanha, os bispos de Valência querem que os católicos protestem contra uma exposição onde Jesus Cristo e Karol Wojtyla são alegadamente misturados com homossexuais. Se não é «gay» nem hetero, será que se pode representá-«Lo» como assexual?
  3. Nos EUA, os sikhs estão ofendidos porque um locutor de rádio comparou os seus turbantes a fraldas. E no entanto, os turbantes também têm uma função higiénica.
  4. No Reino Unido, um dentista do serviço nacional de saúde exigiu a uma paciente que usasse um véu islâmico. Caso contrário, disse ele, ela não receberia a assistência médica a que tinha direito. Demonstra-se mais uma vez que os franceses tiveram razão em proibir o uso do véu islâmico nos serviços públicos.
(*) Agradeço ao «1atento» ter-me indicado o linque para o vídeo.

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terça-feira, maio 08, 2007

 

Arcebispo de Pamplona diz que a extrema direita é «digna de consideração e apoio»

Num documento datado de 17 de Março, o arcebispo de Pamplona (Espanha) da ICAR, Fernando Sebastián Aguilar, tece considerações sobre a extrema direita:

A Falange Espanhola das JONS é a herdeira da Falange (fascista) de Primo de Rivera; o Terço Católico de Acção Política quer fechar as clínicas de planeamento familiar e proibir as pessoas de «ostentarem a sua orientação sexual»; a Alternativa Espanhola acha que os conservadores do PP não respeitam a «lei natural» moral (seja lá isso o que for); finalmente, o outro grupúsculo clerical e extremista não o consegui encontrar...

O episcopado espanhol é muito mais conservador do que o português. Ainda quer voltar ao franquismo.

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quarta-feira, abril 11, 2007

 

Notícias diversas (11/4/2007)

  1. Extremistas paquistaneses sedeados numa mesquita de Islamabade limparam a capital de DVD´s e vídeos «imorais», depois de raptarem a dona de um bordel e intimarem barbeiros a não cortar a barba aos homens, e mulheres a não conduzirem carros. Estabeleceram também um tribunal para aplicar a chária. O governo iniciou negociações com os islamistas, e bloqueou a sua página na internete depois de estes emitirem uma «fatwa» contra uma ministra que abraçou um homem em público. Se o Paquistão deslizar para o islamismo, um novo mundo nos espera.
  2. A Comissão Europeia pedirá à Espanha que explique uma isenção fiscal de que goza a ICAR (em causa, um imposto municipal do qual as escolas, hospitais e emissoras de rádio da ICAR estão isentas). O mesmo se poderia pedir a Portugal.

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terça-feira, fevereiro 06, 2007

 

O riso perseguido

Os participantes de um grupo carnavalesco espanhol estão ameaçados de excomunhão. A razão? Terem montado um espectáculo chamado «A minha primeira hóstia», que o pároco local considera blasfemo.

A ICAR espanhola tem uma grande preocupação com o uso religiosamente correcto da palavra «hóstia». Existe mesmo um grupo católico que gasta 1 500 euros por mês a policiar a linguagem de quem mistura, verbalmente, a hóstia com funções corporais de evacuação de resíduos.

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