sábado, outubro 06, 2007
A ciência explicará a religião
Um dia, a ciência explicará a totalidade da religião.
Etiquetas: ciência
terça-feira, julho 31, 2007
Qual conflito, amigo?
Houve um tempo em que a religião pretendia saber a correcta ordem cosmológica, especificamente que era o Sol que rodava em torno da Terra. Depois de umas altercações que não evidenciaram muito «amor cristão» do lado eclesial (que repetidamente proclama ter uma «sabedoria» especial em matéria de «amor»), a ICAR recuou.
Até ao final do século 19, o cristianismo pretendia que as espécies se tinham mantido fixas ao longo do tempo, que não tinham evoluído, e que muito menos se tinham diferenciado a partir de antepassados comuns. O cristianismo não tinha razão.
Ainda recentemente, insistiam que os continentes tinham sido criados por um «dilúvio». Errado outra vez.
Por mais que procuremos, não se encontra um único assunto no pretenso «conflito» entre ciência e religião em que a segunda tenha marcado um ponto contra a primeira. Isto não é um conflito, é um massacre.
Senhores religiosos: do fundo da minha amizade anti-cristã (e portanto porventura mais ampla do que a cristã), sugiro-vos uma solução fácil e eficaz para que deixeis de sentir que existe um «conflito» onde há apenas uma goleada de baliza aberta. E a solução é: deixai de fazer alegações sobre o mundo sensível. Renunciai à «criação» do universo, abandonai a crença na «ressurreição», aceitai que a «alma» é um nome pretensioso para um conjunto de funções biológicas, e vereis que deixareis de sentir que existe um «conflito». Dedicai-vos à ética e nada mais. Sei que aí também não concordamos, mas esse é um conflito genuíno sobre possibilidades reais. Esquecei tudo o resto, inclusivé aquela treta da mulher a aparecer em cima das azinheiras.
Certo, amigos?
terça-feira, junho 19, 2007
Palavras Cruzadas ou ID às Carradas
(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)
Etiquetas: ciência, criacionismo, humor
segunda-feira, abril 30, 2007
Blasfemar em Ciência é bom
Existe um problema em Física que não foi resolvido. Como é sabido, a intensidade da força gravítica F sentida por dois corpos é proporcional às suas massas, m1 e m2 e inversamente proporcional ao quadrado da distância r entre elas.

Quando mais afastadas estão as massas, mais fraca é a força. É a força da gravidade que mantém a coesão da galáxia e por isso a distância entre as estrelas dita a força que mantém a galáxia unida.
Quando David roda a sua funda para atingir Golias, está a exercer uma força na pedra. Quanto maior for a força com que o faz, mais rapidamente a pedra vai rodar e maior velocidade atinge. O mesmo se passa com a Terra e o Sol e com as estrelas na orla das galáxias - é a força da gravidade que mantém a Terra a rodar à volta do Sol e que mantém as estrelas a girar em torno da galáxia.
Mas, como disse, há um problema. É que as estrelas na orla da galáxia estão a rodar mais depressa do que deviam, a julgar pela força gravítica a que estão sujeitas. Conhecendo a luminosidade das estrelas, os astrónomos conhecem a sua massa. Medindo a sua paralaxe, conhecem a sua distância. Conhecendo as distâncias e as massas conhece-se a força gravítica e por estranho que pareça, esta parece ser insuficiente para pôr as estrelas a rodar à velocidade a que estão.
Propôs-se então que talvez exista uma forma de matéria entre as estrelas que fornece a força extra - matéria que, ao contrário das estrelas, não emite radiação tendo sido assim apelidada de matéria escura. Apesar de não ser possivel observá-la directamente pode-se detectar a sua presença porque o seu campo gravítico distorce o espaço-tempo e isso altera a trajectória da luz das estrelas no fundo estelar.
No entanto, há outra possibilidade que alguns físicos tentaram explorar - talvez não seja a massa que está em falta, mas sim a 2ª lei de Newton.
Esta lei diz que uma força aplicada a um corpo vai resultar numa aceleração proporcional à massa desse corpo:
Assim, um corpo parado está sujeito a uma força total nula, um corpo com 1 kg sujeito a uma aceleração de 1 m/s2 estará sujeito a uma força de 1 N, um corpo de 1 kg sujeito a uma aceleração de 2 m/s2 a uma força de 2 N, etc. Portanto, uma função linear.
Esta lei é uma das mais importantes em Física. Já foi posta em causa pela Mecânica Quântica à escala atómica e pela Relatividade nas velocidades próximas da luz e para campos gravíticos muito grandes. Portanto, questionar esta lei foi sinónimo de uma grande revolução na Física. Mas à nossa escala mantém-se perfeitamente válida - sendo que a sua perfeição é a sua adequação à realidade.
Então para quê questioná-la? Para quê questionar aquilo que é tão perfeito? Porque nos apetece. Só se os dados nos derem razão é que temos razões para dar valor à nossa teimosia. E foi isso que alguns cientistas pensaram.
A proposta é que talvez a lei de Newton não seja linear para acelerações muito pequenas. Ou seja, um corpo de massa 0,001 kg sujeito a uma aceleração de 0,000001 m/s2 não resultaria numa força de 0,000000001 N mas numa força superior. Como a aceleração gravítica diminui com a distância isso significaria que as distâncias maiores estariam sujeitas a uma distorção na força que seria suficiente para manter as estrelas a rodar à velocidade observada.
Essa hipótese já foi testada. Mas a 2ª lei de Newton não foi violada... Além desta hipótese não ter dados a suportá-la, a hipótese da matéria escura já tem indícios muito fortes a seu favor. A 2ª lei de Newton resistiu assim a uma tentativa de falsificação.
Publicado também no Banqueiro Anarquista
Etiquetas: Blasfémias, ciência, Dogmatismo
terça-feira, abril 17, 2007
Ratzinger: 80 anos de (senil)idade

Ratzinger fez ontem 80 anos. Felizmente, poderemos dizê-lo, porque não se deseja o mal a ninguém.
Fruto do percurso normal da vida, é natural que os próximos anos de Ratzinger venham a ser duros: doenças, enfraquecimento, perca de lucidez, por aí fora... Pergunto-me: a quem recorrerá Ratzinger quando tiver que diminuir a dor, baixar a tensão arterial, controlar a taquicardia ou a incontinência? Ao seu deus todo-poderoso, através de umas rezas e orações? Ou recorrerá aos químicos e aos métodos estudados pela ciência à qual passa um atestado de incompetência noutras matérias?
Desculpem-me a curiosidade...
(Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)
segunda-feira, abril 02, 2007
«Ciência Hoje» recua (felizmente!)
- «Recentemente, Ciência Hoje publicou um artigo de opinião «Paradigma naturalista» que recebeu um coro de incriminações e críticas que acabaram por visar - e, por vezes, de forma menos elegante - a própria publicação. Trata-se de um artigo de opinião - e Ciência Hoje sempre pretendeu ser uma coluna livre - que arrastou uma discussão muito longe do que se pretendia. Porque o prolongar da discussão nos termos em que se tem desenvolvido não parece levar a lado nenhum, pedindo desculpa ao autor e aos leitores, Ciência Hoje decidiu que o artigo não permanecesse mais on-line. A partir de hoje, CH privilegiará a opinião solicitada!»
O texto referido («Paradigma Naturalista») era da autoria do criacionista Jónatas Machado e consistia num ataque violento e primário à ciência e ao conhecimento comprovável, no habitual estilo truculento deste professor de direito em Coimbra e fervoroso crente evangélico. Fora publicado no dia 29 de Março, e provocara protestos imediatos da comunidade científica, na caixa de comentários respectiva e em blogues, tendo o matemático do IST Jorge Buescu pedido mesmo a sua demissão do Conselho Científico do Ciência Hoje.
Felizmente, o incidente foi resolvido da melhor forma (o texto já não está disponível), mas a política de edição do principal portal de notícias, em português, sobre ciência e tecnologia, merece ser questionada (será que existe avaliação dos textos de opinião pelo conselho científico?). Anteriormente, segundo Jorge Buescu, terão sido publicados outros textos pseudo-científicos, que afectam a credibilidade deste portal ao conferi-la àqueles que pretendem justamente atacar a ciência. A disponibilidade de astrólogos, acupunctores e criacionistas para entrarem em espaços reservados à ciência é apenas um sinal da sua necessidade de credibilizarem os seus «produtos» duvidosos. Dar-lhes entrada é dar-lhes credibilidade.
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
Etiquetas: ciência, criacionismo
quinta-feira, março 08, 2007
Conferências :«Análise Evolutiva da Religião» (na Gulbenkian)
Conferências sobre religião e evolução, na Fundação Calouste Gulbenkian (em Lisboa).
«Evolução e Religião: o secundário e o principal»,
por David Sloan Wilson (12 de Março de 2007, 18 horas, auditório 2).
«A origem evolutiva da religião», por Lewis Wolpert
(13 de Março de 2007, 18 horas, auditório 2).
(Deve valer a pena, para quem puder...)
quarta-feira, março 07, 2007
O deus de Darwin
Pessoalmente, independentemente da minha posição ateísta, este assunto fascina-me. Estaremos condenados, enquanto espécie, à superstição e ao sobrenatural? Que aspectos da nossa evolução nos condicionaram e nos predispuseram a acreditar em fantasias?
São referidas muitas experiências e são dadas muitas explicações para o fenómeno. É um artigo extenso mas vale bem a pena. Salvei-o em PDF para futuras referências. No New York Times está aqui.
(Diário Ateísta/Penso, logo, sou ateu)
domingo, fevereiro 18, 2007
Fluxogramas da Ciência e da Fé
Esquematizar processos é um método valioso para a apreciação e validação dos mesmos. Para quem, como eu, tem alguma formação em programação (lembram-se do COBOL?), um fluxograma é sempre uma ferramenta valiosa para descobrir os pontos fracos (ou fortes) de qualquer processo.
Ao analisar os fluxogramas que se seguem não posso deixar de compreender porque é que tanta gente se deixa atrair pela Fé. Reparem na sua simplicidade!
Pena que seja a sua única virtude!
Fluxograma da Ciência

Fluxograma da Fé
(Também no "Penso, logo, Sou Ateu")
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